Ouro fecha em alta com tensões no Oriente Médio
O ouro registrou leve alta impulsionado por riscos geopolíticos no Oriente Médio, apesar da pressão de rendimentos de títulos americanos e da diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Pontos principais
- O ouro fechou com alta de 0,11% na Comex, atingindo US$ 4.667,80 por onça-troy.
- A demanda por ativos seguros foi impulsionada por tensões no Oriente Médio, incluindo a rejeição iraniana a uma proposta de cessar-fogo dos EUA e ameaças de Donald Trump.
- Expectativas de menos cortes de juros pelo Federal Reserve e dados robustos do mercado de trabalho americano limitaram o potencial de alta do metal.
- Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de curto prazo e de 10 anos estão em alta, exercendo pressão sobre o ouro.
- Compras constantes por bancos centrais também contribuem para a sustentação dos preços do ouro.
O preço do ouro encerrou o dia com uma leve alta de 0,11% na Comex, fechando a US$ 4.667,80 por onça-troy. A valorização foi impulsionada principalmente pela busca por ativos considerados seguros em meio às crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio. A rejeição iraniana a uma proposta de cessar-fogo dos EUA e as recentes ameaças do presidente Donald Trump à região contribuíram para a percepção de risco, elevando a demanda pelo metal precioso.
Contrariando essa alta, fatores como a diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve e dados robustos do mercado de trabalho americano, que registrou 178 mil novos empregos em março, exerceram pressão sobre o ouro. Além disso, a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de curto prazo e de 10 anos também limitou um avanço mais significativo. No entanto, as compras contínuas por bancos centrais ao redor do mundo seguem fornecendo um suporte fundamental aos preços do ouro.
