O crime organizado na América Latina passa por uma transformação estrutural, diversificando suas fontes de receita para além do narcotráfico, conforme alerta a Organização dos Estados Americanos (OEA). A cocaína, embora ainda relevante, não é mais o único eixo econômico, com lucros distribuídos em tráfico de armas, exploração sexual, comércio ilegal de fauna, extração clandestina, extorsão e crimes financeiros. Essa mudança reflete uma adaptação dos grupos criminosos, que migraram de organizações centralizadas para redes descentralizadas, formando alianças entre grupos locais e internacionais.
Facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, expandiram significativamente sua atuação para fora do país, operando em ao menos 20 nações. Além disso, há uma migração notável de crimes tradicionais para o ambiente digital, com o crescimento de fraudes, extorsões e ataques cibernéticos, tendo o Brasil entre os principais alvos. A OEA também monitora outras ameaças, como o desvio de explosivos de mineração, o aumento da circulação de armas no Caribe e o tráfico de materiais biológicos e radioativos ilegais.
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