Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso por suspeita de ocultação de patrimônio e obstrução de justiça, após alterar regras que permitiram o investimento de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master, que foi liquidado.
Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em fevereiro sob suspeita de ocultação de patrimônio e obstrução de justiça. A prisão está ligada à sua atuação no instituto, onde ele alterou a política de investimentos, eliminando a exigência de alta classificação de risco para instituições financeiras. Essa mudança permitiu que o Rioprevidência investisse R$ 970 milhões em papéis do Banco Master, que não atendia aos critérios de risco anteriores.
O Banco Master foi posteriormente liquidado pelo Banco Central por gestão fraudulenta, resultando na retenção dos recursos do Rioprevidência. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de soltura de Antunes, justificando a decisão com o risco de ocultação patrimonial e destruição de provas, incluindo o apagamento de câmeras de segurança. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) já havia recomendado o afastamento de Antunes antes de sua prisão, mas ele foi mantido no cargo pelo então governador Cláudio Castro (PL).
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