Deivis Marcon Antunes atuava como diretor-presidente da Rioprevidência. Em novembro de 2025, a Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a aplicação de R$ 970 milhões pela Rioprevidência em títulos do Banco Master, por meio de nove aportes realizados entre novembro de 2023 e julho de 2024. A operação, denominada Barco de Papel e autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal, tinha como objetivo apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que teriam exposto o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade.
Na manhã de 23 de janeiro de 2026, Antunes foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência. No mesmo dia, ele anunciou sua renúncia ao cargo. No dia seguinte, 24 de janeiro de 2026, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, publicou a exoneração de Antunes no Diário Oficial. A investigação da PF sugeria que dirigentes da Rioprevidência e do Banco Master poderiam ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.