Deivis Marcon Antunes foi diretor-presidente do Rioprevidência, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro. Ele foi exonerado em janeiro de 2026 após ser alvo da Operação Barco de Papel da Polícia Federal, que investigava aplicações financeiras irregulares de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master. A investigação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta e desvio de recursos, levando à sua renúncia e posterior exoneração.
Deivis Marcon Antunes é um advogado que ocupou o cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). Ele foi exonerado do cargo em janeiro de 2026, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava suspeitas de operações financeiras irregulares na autarquia.
Deivis Marcon Antunes atuava como diretor-presidente da Rioprevidência. Em novembro de 2025, a Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a aplicação de R$ 970 milhões pela Rioprevidência em títulos do Banco Master, por meio de nove aportes realizados entre novembro de 2023 e julho de 2024. A operação, denominada Barco de Papel e autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal, tinha como objetivo apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que teriam exposto o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade.
Na manhã de 23 de janeiro de 2026, Antunes foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência. No mesmo dia, ele anunciou sua renúncia ao cargo. No dia seguinte, 24 de janeiro de 2026, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, publicou a exoneração de Antunes no Diário Oficial. A investigação da PF sugeria que dirigentes da Rioprevidência e do Banco Master poderiam ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
24 de jan, 2026