A declaração do presidente Lula de que senadores "pensam que são Deus" gerou atrito com o Senado, complicando a sabatina de Jorge Messias para o STF.
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que senadores "pensam que são Deus", gerou atrito com o Senado Federal, impactando a relação do governo com a Casa às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias necessita da aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do plenário do Senado, em votações secretas, para ser efetivado no cargo. A indicação de Messias já era vista com ressalvas por alguns senadores, incluindo Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga.
O Palácio do Planalto demorou mais de quatro meses para oficializar a indicação de Messias ao Senado, o que contribuiu para o cenário de incerteza. Senadores da oposição e da base governista criticaram a fala de Lula, embora alguns da base acreditem que Messias já possui votos suficientes para sua aprovação. Apesar do clima de tensão com Alcolumbre, senadores de Centro avaliam que o ambiente para a aprovação de Messias é mais favorável agora do que no final do ano passado, com a bancada do MDB, que antes apresentava resistências, aparentemente motivando a aceleração do processo de indicação.
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