Negociações ministeriais da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Camarões terminaram sem consenso sobre reformas e a extensão da moratória sobre o comércio eletrônico, levantando questões sobre a relevância da organização.
As negociações ministeriais da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Yaoundé, Camarões, foram encerradas sem um acordo sobre a reforma da organização e a extensão de uma moratória sobre o comércio eletrônico. O Brasil desempenhou um papel central no impasse ao bloquear a proposta dos Estados Unidos e de outras nações para prolongar indefinidamente a moratória sobre taxas alfandegárias para transmissões eletrônicas. A moratória, que vinha sendo renovada desde 1998, não foi estendida, o que é considerado um "grande retrocesso para o comércio global".
A divergência entre diplomatas dos EUA e do Brasil centrou-se na duração da prorrogação, com o Brasil buscando uma extensão mais curta e os EUA uma permanente. Países em desenvolvimento se opõem a uma moratória longa, argumentando que ela os priva de potencial receita tributária. O fracasso em chegar a um consenso é visto como um teste para a relevância da OMC em um cenário de crescente nacionalismo econômico, e pode impulsionar discussões sobre comércio digital e estruturas comerciais alternativas fora da organização.
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