As negociações da OMC em Genebra terminaram sem consenso sobre a extensão da moratória de tarifas no e-commerce, com o Brasil bloqueando o acordo e a proibição expirando.
As negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra terminaram em impasse, resultando na expiração da moratória que proibia a imposição de tarifas sobre o comércio eletrônico. O Brasil foi um dos países que bloqueou a prorrogação da proibição de taxas alfandegárias em transmissões eletrônicas, apesar dos esforços dos Estados Unidos para um acordo permanente ou uma extensão de cinco anos. Inicialmente, o Brasil propôs uma prorrogação de dois anos, e depois de quatro anos com revisão.
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, confirmou que, sem consenso, a moratória expirou, o que agora permite que os países apliquem taxas sobre produtos digitais como downloads e streaming. Países em desenvolvimento têm argumentado contra prorrogações longas, alegando potencial perda de receita tributária necessária para investimentos internos. O impasse é considerado um sério revés para a OMC, que busca manter sua relevância em meio a desafios comerciais globais. Novas negociações sobre a reforma da organização e a moratória devem continuar em Genebra em maio.
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