COP15 em Campo Grande protege 40 espécies e promove conscientização
A COP15 em Campo Grande resultou na proteção de 40 novas espécies migratórias e promoveu a conscientização ambiental com atividades para o público.
Pontos principais
- A COP15 em Campo Grande adicionou 40 novas espécies às listas de proteção e aprovou 16 ações de cooperação.
- O Brasil teve seis de suas sete propostas de inclusão de espécies nos Anexos I e II da CMS aprovadas.
- Espécies como maçarico-de-bico-torto, pintado, tubarão cação-cola-fina e ariranha foram incluídas nas listas de proteção.
- Atividades paralelas na Casa do Homem Pantaneiro, como o Conexão sem Fronteiras, estenderam os debates ao público.
- Entre os legados da conferência estão o Bosque da COP15 e um edital de pesquisa para estudos sobre espécies migratórias.
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), sediada em Campo Grande (MS), concluiu com a proteção de 40 novas espécies, a aprovação de 16 ações de cooperação internacional e 39 resoluções. O Brasil desempenhou um papel central, obtendo a aprovação de seis de suas sete propostas para inclusão de espécies nos Anexos I e II da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), incluindo o maçarico-de-bico-torto, o pintado e o tubarão cação-cola-fina. A proposta para o tubarão cação-anjo-espinhoso foi retirada para reavaliação conjunta com Argentina e Uruguai.
Além dos resultados de proteção, a COP15 também deixou um legado de conscientização ambiental. Uma agenda paralela de atividades gratuitas, chamada Conexão sem Fronteiras, foi realizada na Casa do Homem Pantaneiro, visando estender os debates da conferência ao público geral e despertar interesse sobre espécies migratórias e biomas brasileiros. A iniciativa, que incluiu o Bosque da COP15 e o lançamento de um edital de pesquisa, foi avaliada como bem-sucedida em divulgar a ciência e o potencial do local.
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