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COP15 da ONU em Campo Grande debaterá queda na conservação de espécies migratórias

A 15ª Conferência da ONU sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) ocorrerá em Campo Grande, MS, para abordar o declínio alarmante na conservação dessas espécies e buscar soluções globais.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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05/03 às 20:02

Pontos principais

  • A COP15 será realizada em Campo Grande, MS, a partir de 23 de março, reunindo 132 países e a União Europeia.
  • Dados da COP14 indicaram um declínio de 24% no estado de conservação e 49% das populações de espécies migratórias em queda.
  • Serão debatidas políticas para combater a captura ilegal, fortalecer a conectividade ecológica e minimizar impactos de infraestrutura e poluição.
  • A agenda inclui a possível inclusão de 42 novas espécies sob proteção e o lançamento de estudos sobre peixes migratórios e mineração em águas profundas.
  • O Brasil, anfitrião e participante desde 2015, é rota para quase 1,2 mil espécies protegidas, destacando sua liderança política no evento.

A cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sediará a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) a partir de 23 de março. O evento bienal reunirá representantes de 132 países e da União Europeia para discutir a urgente necessidade de conservação de animais que realizam longos trajetos. A relevância do encontro é sublinhada pelos dados da COP14, que revelaram um declínio de 24% no estado de conservação das espécies migratórias e uma queda em 49% de suas populações, evidenciando a crise enfrentada por esses ecossistemas.

Durante a COP15, serão debatidas políticas cruciais para combater a captura ilegal e acidental, fortalecer a conectividade ecológica e minimizar os impactos da infraestrutura e da poluição. A agenda ambiciosa inclui a possível inclusão de 42 novas espécies sob proteção e o lançamento de novos estudos sobre peixes migratórios de água doce e mineração em águas profundas. O Brasil, como anfitrião e participante desde 2015, desempenhará um papel de forte liderança política, sendo um país rota para quase 1,2 mil espécies protegidas, cuja conservação é vital para a saúde dos ecossistemas globais.

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