O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reverteu a proibição de acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, após condenação internacional e críticas do Brasil.

A polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e Monsenhor Francesco Ielpo de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para a missa de Domingo de Ramos. O Patriarcado Latino de Jerusalém declarou que é a primeira vez em séculos que líderes da Igreja são barrados de celebrar no local sagrado, classificando a decisão como desproporcional e um precedente grave com impacto simbólico para fiéis globais.
As autoridades israelenses justificaram as restrições por questões de segurança, citando a guerra entre EUA, Israel e Irã, a ausência de abrigos antibombas na Cidade Velha e a imposição de limites de 50 pessoas em reuniões públicas. A ação gerou críticas de líderes internacionais, incluindo Giorgia Meloni da Itália, Antonio Tajani da Itália, Emmanuel Macron da França e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que condenaram a violação da liberdade religiosa e o estatuto dos Lugares Santos. O governo brasileiro, em nota, classificou as ações como de "extrema gravidade", relembrou o parecer da Corte Internacional de Justiça de 2024 sobre a ilicitude da presença de Israel no Território Palestino Ocupado e afirmou que Israel não tem soberania sobre Jerusalém Oriental, além de destacar restrições semelhantes na Esplanada das Mesquitas.
Após a repercussão, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que a polícia permitisse o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro. Netanyahu afirmou que a orientação pela liberação foi dada assim que soube do caso, justificando a restrição inicial como preocupação com a segurança devido a ataques de mísseis iranianos próximos aos locais sagrados. Moradores e autoridades religiosas apontaram inconsistências nas restrições, notando que pregadores muçulmanos e frades franciscanos foram autorizados a acessar outros locais sagrados. A proibição inicial afetou as celebrações da Páscoa, Ramadã e Pessach, com locais como a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações registrando poucos fiéis.
G1 Mundo • 29 mar, 19:26
Agência Brasil - EBC • 29 mar, 17:09
InfoMoney • 29 mar, 13:04
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