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Netanyahu ordena liberação de cardeal na Igreja do Santo Sepulcro após proibição

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reverteu a proibição de acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, após condenação internacional e críticas do Brasil.

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Foto: InfoMoney
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29/03 às 12:00 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • A polícia israelense impediu inicialmente o Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e Monsenhor Francesco Ielpo de entrar na Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos.
  • O Patriarcado Latino de Jerusalém classificou a proibição como inédita em séculos e um precedente grave.
  • As restrições foram justificadas pela polícia por questões de segurança devido à guerra entre EUA, Israel e Irã e falta de abrigos antibombas na Cidade Velha.
  • Líderes internacionais, incluindo Brasil, França, Itália e EUA, criticaram a ação como violação da liberdade religiosa.
  • O Brasil, via Itamaraty, condenou a ação, destacando restrições contínuas a fiéis muçulmanos e a ilicitude da presença israelense em Jerusalém Oriental, conforme parecer da Corte Internacional de Justiça.
  • Benjamin Netanyahu determinou a liberação do acesso do cardeal, afirmando que a orientação foi dada assim que soube do caso.
  • Moradores e autoridades religiosas apontaram inconsistências nas restrições, notando que outros religiosos foram autorizados a acessar locais sagrados.

A polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e Monsenhor Francesco Ielpo de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para a missa de Domingo de Ramos. O Patriarcado Latino de Jerusalém declarou que é a primeira vez em séculos que líderes da Igreja são barrados de celebrar no local sagrado, classificando a decisão como desproporcional e um precedente grave com impacto simbólico para fiéis globais.

As autoridades israelenses justificaram as restrições por questões de segurança, citando a guerra entre EUA, Israel e Irã, a ausência de abrigos antibombas na Cidade Velha e a imposição de limites de 50 pessoas em reuniões públicas. A ação gerou críticas de líderes internacionais, incluindo Giorgia Meloni da Itália, Antonio Tajani da Itália, Emmanuel Macron da França e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que condenaram a violação da liberdade religiosa e o estatuto dos Lugares Santos. O governo brasileiro, em nota, classificou as ações como de "extrema gravidade", relembrou o parecer da Corte Internacional de Justiça de 2024 sobre a ilicitude da presença de Israel no Território Palestino Ocupado e afirmou que Israel não tem soberania sobre Jerusalém Oriental, além de destacar restrições semelhantes na Esplanada das Mesquitas.

Após a repercussão, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que a polícia permitisse o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro. Netanyahu afirmou que a orientação pela liberação foi dada assim que soube do caso, justificando a restrição inicial como preocupação com a segurança devido a ataques de mísseis iranianos próximos aos locais sagrados. Moradores e autoridades religiosas apontaram inconsistências nas restrições, notando que pregadores muçulmanos e frades franciscanos foram autorizados a acessar outros locais sagrados. A proibição inicial afetou as celebrações da Páscoa, Ramadã e Pessach, com locais como a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações registrando poucos fiéis.

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