O preço do ouro registrou uma queda de 22% desde seu pico em janeiro, contrariando expectativas de alta em cenários de conflito, devido a fatores macroeconômicos e movimentos de mercado.
O preço do ouro, tradicionalmente considerado um ativo de refúgio, registrou uma queda de 22% desde seu pico de US$ 5.586,20 em janeiro, atingindo US$ 4.348,20. Essa desvalorização ocorre mesmo com a intensificação do conflito no Irã, que geralmente impulsionaria a busca por segurança. Analistas atribuem a queda a múltiplos fatores, incluindo a liquidação de ativos por países produtores do Oriente Médio, impactados pela guerra, e a desmontagem de posições especulativas em ETFs de ouro.
Outros elementos que contribuíram para a desvalorização incluem o adiamento da queda das taxas de juros americanas e a valorização prévia do ouro, que levou investidores a realizar lucros e buscar liquidez em dólar. Apesar da correção no curto prazo, especialistas como Danilo Moreno e Robin Brooks preveem uma tendência de alta estrutural para o ouro no longo prazo, impulsionada pela demanda de bancos centrais e pela busca contínua por reserva de valor.
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