Ouro volta a cair apesar da piora do conflito no Irã; o que esperar
O ouro, tradicionalmente um porto seguro, surpreendeu ao cair 22% desde seu pico, mesmo com a piora do conflito no Irã, devido a fatores como a liquidação de ativos por países árabes, desmontagem de posições especulativas e o ambiente macroeconômico dos EUA.
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29/03 às 05:00
Pontos principais
- O ouro caiu 22% desde seu pico de US$ 5.586,20 em janeiro, atingindo US$ 4.348,20, contrariando a expectativa de alta em tempos de conflito.
- Analistas apontam a liquidação de ativos por produtores do Oriente Médio, impactados pela guerra, como um dos motivos para a queda.
- A desmontagem de posições especulativas em ETFs de ouro e o adiamento da queda das taxas de juros americanas também contribuíram para a desvalorização.
- Apesar da correção no curto prazo, especialistas como Danilo Moreno e Robin Brooks veem uma tendência de alta estrutural para o ouro no longo prazo, impulsionada por fatores como a demanda de bancos centrais e a busca por reserva de valor.
- Investidores brasileiros podem acessar o ouro via ETFs na B3, sendo a correção atual vista como uma oportunidade de entrada gradual.
- A alta dos juros dos títulos americanos e a valorização prévia do ouro antes do conflito também levaram investidores a realizar lucros e buscar liquidez em dólar.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Rodrigo Marques (economista-chefe da Nest Asset)Danilo Moreno (analista da Investo)Marcos Praça (diretor de Análises da Zero Markets)Robin Brooks (ex-estrategista-chefe de Moedas do Goldman Sachs)
Organizações
Nest AssetInvestoFederal ReserveZero MarketsGoldman SachsB3
Lugares
IrãNova YorkOriente MédioEstados UnidosÁsiaEstreito de Ormuz
