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Choque do petróleo eleva projeções de inflação e reduz cortes na Selic em 2026

O conflito no Oriente Médio e o consequente aumento nos preços do petróleo estão levando XP e Banco Inter a revisarem suas projeções econômicas para o Brasil em 2026, indicando inflação mais alta e cortes menos intensos na taxa Selic.

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Foto: InfoMoney
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29/03 às 13:01

Pontos principais

  • O conflito no Oriente Médio e o choque do petróleo impactam as projeções econômicas para o Brasil em 2026.
  • XP e Banco Inter elevaram suas estimativas de inflação para 2026, projetando 4,5% e 4,3%, respectivamente.
  • As instituições preveem cortes menos intensos na taxa Selic devido ao cenário inflacionário.
  • O aumento do IPCA-15 de março e dos preços do diesel são sinais iniciais do impacto.
  • A XP considera um preço médio do petróleo Brent de US$ 80 por barril em suas premissas.

O cenário econômico brasileiro para 2026 está sendo reavaliado por instituições financeiras como XP e Banco Inter, em decorrência do conflito no Oriente Médio e do choque do petróleo. As novas projeções indicam uma inflação mais elevada e uma política monetária mais restritiva, com cortes menos intensos na taxa Selic.

A XP elevou sua estimativa de inflação para 2026 de 3,8% para 4,5%, enquanto o Banco Inter ajustou a sua de 3,8% para 4,3%. A alta do IPCA-15 em março e o aumento nos preços do diesel já sinalizam o impacto do petróleo. Economistas da XP admitem um aumento do preço médio do petróleo Brent para US$ 80 por barril em suas premissas. A economista-chefe do Inter ressalta que o choque do petróleo pode pressionar não apenas os transportes, mas também os setores de alimentos e bens industriais, limitando o espaço para cortes de juros devido ao risco inflacionário e à incerteza fiscal.

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