O conflito no Oriente Médio e o consequente aumento nos preços do petróleo estão levando XP e Banco Inter a revisarem suas projeções econômicas para o Brasil em 2026, indicando inflação mais alta e cortes menos intensos na taxa Selic.
O cenário econômico brasileiro para 2026 está sendo reavaliado por instituições financeiras como XP e Banco Inter, em decorrência do conflito no Oriente Médio e do choque do petróleo. As novas projeções indicam uma inflação mais elevada e uma política monetária mais restritiva, com cortes menos intensos na taxa Selic.
A XP elevou sua estimativa de inflação para 2026 de 3,8% para 4,5%, enquanto o Banco Inter ajustou a sua de 3,8% para 4,3%. A alta do IPCA-15 em março e o aumento nos preços do diesel já sinalizam o impacto do petróleo. Economistas da XP admitem um aumento do preço médio do petróleo Brent para US$ 80 por barril em suas premissas. A economista-chefe do Inter ressalta que o choque do petróleo pode pressionar não apenas os transportes, mas também os setores de alimentos e bens industriais, limitando o espaço para cortes de juros devido ao risco inflacionário e à incerteza fiscal.
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