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O que significa decisão histórica da ONU sobre escravização de africanos

A Assembleia Geral da ONU reconheceu a escravidão de africanos durante o tráfico transatlântico como "o crime mais grave contra a humanidade", abrindo caminho para discussões sobre reparação e justiça, apesar da oposição de alguns países como EUA e Reino Unido.

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26/03 às 12:04

Pontos principais

  • A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que reconhece a escravidão de africanos como "o crime mais grave contra a humanidade".
  • A resolução, proposta por Gana, pede que os Estados-membros considerem pedir desculpas e contribuir para um fundo de reparações.
  • A proposta foi aprovada com 123 votos a favor, 3 contra (EUA, Israel, Argentina) e 52 abstenções (incluindo Reino Unido e UE).
  • As resoluções da Assembleia Geral da ONU não são juridicamente vinculativas, mas carregam o peso da opinião global.
  • Países como o Reino Unido e os EUA se opõem às reparações, argumentando que instituições atuais não podem ser responsabilizadas por erros passados e que a resolução é problemática em termos de direito internacional.
  • A campanha por reparações ganhou força, com a "justiça reparatória" sendo tema oficial da União Africana para 2025.
  • A resolução também solicita a devolução de artefatos culturais saqueados durante a era colonial aos seus países de origem.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

John Mahama (presidente de Gana)Samuel Okudzeto Ablakwa (ministro das Relações Exteriores de Gana)James Kariuki (embaixador do Reino Unido na ONU)Dan Negrea (embaixador dos Estados Unidos na ONU)Donald Trump (presidente dos Estados Unidos)Amanda RossiJuliana Gragnani

Organizações

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Lugares

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