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Familiares de Tenório Júnior recebem pertences 50 anos após golpe argentino

Os familiares do pianista brasileiro Tenório Júnior, morto pela ditadura argentina em 1976, receberam seus pertences pessoais no Rio de Janeiro, marcando os 50 anos do golpe militar na Argentina.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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25/03 às 21:00

Pontos principais

  • Objetos pessoais de Tenório Júnior, incluindo dois colares, foram entregues à sua filha Elisa Cerqueira no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro.
  • O pianista foi morto por militares argentinos em Buenos Aires em 1976, e seus restos mortais foram identificados pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) no ano passado.
  • A entrega ocorreu no dia em que o golpe militar na Argentina completou 50 anos, e a família busca reparação e reconhecimento oficial da responsabilidade dos Estados argentino e brasileiro.
  • O procurador Ivan Marx informou que as buscas por outros desaparecidos brasileiros na Argentina (14) e no Chile (5) continuam, no contexto da Operação Condor.
  • Documentos revelaram que o governo militar brasileiro tinha conhecimento da morte de Tenório Júnior, mas não comunicou a família.

Familiares do pianista brasileiro Tenório Júnior, assassinado pela ditadura argentina em 1976, receberam seus pertences pessoais em uma cerimônia no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. A entrega, que incluiu dois colares do músico, foi feita à sua filha Elisa Cerqueira e ocorreu no dia em que o golpe militar na Argentina completou 50 anos. Tenório Júnior desapareceu em 18 de março de 1976, dias antes do golpe, e foi torturado e morto após ser confundido ou considerado suspeito pelos militares argentinos. Seus restos mortais foram descobertos e identificados pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) no ano passado.

A família busca agora reparação e reconhecimento oficial da responsabilidade dos Estados argentino e brasileiro pela morte do pianista. O procurador Ivan Marx destacou que as buscas por outros 14 brasileiros desaparecidos na Argentina e 5 no Chile, no contexto da Operação Condor, continuam. Documentos revelaram que o governo militar brasileiro tinha conhecimento da morte de Tenório Júnior, mas não se manifestou nem comunicou a família na época.

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