Os familiares do pianista brasileiro Tenório Júnior, morto pela ditadura argentina em 1976, receberam seus pertences pessoais no Rio de Janeiro, marcando os 50 anos do golpe militar na Argentina.
Familiares do pianista brasileiro Tenório Júnior, assassinado pela ditadura argentina em 1976, receberam seus pertences pessoais em uma cerimônia no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. A entrega, que incluiu dois colares do músico, foi feita à sua filha Elisa Cerqueira e ocorreu no dia em que o golpe militar na Argentina completou 50 anos. Tenório Júnior desapareceu em 18 de março de 1976, dias antes do golpe, e foi torturado e morto após ser confundido ou considerado suspeito pelos militares argentinos. Seus restos mortais foram descobertos e identificados pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) no ano passado.
A família busca agora reparação e reconhecimento oficial da responsabilidade dos Estados argentino e brasileiro pela morte do pianista. O procurador Ivan Marx destacou que as buscas por outros 14 brasileiros desaparecidos na Argentina e 5 no Chile, no contexto da Operação Condor, continuam. Documentos revelaram que o governo militar brasileiro tinha conhecimento da morte de Tenório Júnior, mas não se manifestou nem comunicou a família na época.
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