Francesca Albanese, relatora especial da ONU, afirmou que a tortura contra palestinos em Israel é sistemática, generalizada e apoiada pelo Estado e sociedade, integrando uma doutrina de dominação colonial e genocídio.
A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, apresentou um relatório contundente denunciando a tortura sistemática e generalizada contra palestinos em Israel. Segundo Albanese, a prática é apoiada pelo Estado e pela sociedade israelense, fazendo parte de uma doutrina de dominação colonial e genocídio. O documento, de 23 páginas, baseia-se em mais de 300 depoimentos e descreve métodos como estupros, fome induzida, privação de sono e choques elétricos, aplicados inclusive contra crianças.
Albanese destacou que a tortura conta com o apoio de altos escalões do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de setores da sociedade civil israelense, resultando em impunidade quase total. O ministro de segurança nacional de Israel, Itamar Bem-Gvir, foi apontado como coordenador da escalada da tortura, com políticas que teriam levado à morte de detentos. A missão de Israel em Genebra, por sua vez, acusou Albanese de antissemitismo e descredibilizou o relatório, afirmando que ela perdeu a autoridade moral.
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