O mercado financeiro elevou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 de 4,1% para 4,17%, marcando a segunda semana consecutiva de alta. A projeção, divulgada no boletim Focus do Banco Central, permanece dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (1,5% a 4,5%).
As tensões geopolíticas no Oriente Médio são apontadas como um dos fatores que contribuíram para essa revisão. Apesar da inflação oficial de fevereiro ter sido de 0,7%, com o acumulado em 12 meses recuando para 3,81%, a expectativa para a Taxa Selic ao final de 2026 foi elevada para 12,5%, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi ajustada para 1,84%, enquanto a cotação do dólar é esperada em R$ 5,40 para o fim de 2026.
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