Mercado eleva previsão de inflação para 4,17% em 2026
O mercado financeiro aumentou a projeção de inflação para 2026, influenciado por tensões globais e ajustes na expectativa da Taxa Selic.
Pontos principais
- A previsão do IPCA para 2026 subiu de 4,1% para 4,17%, conforme o boletim Focus do Banco Central.
- A elevação da previsão da inflação é a segunda consecutiva e foi impactada por tensões no Oriente Médio.
- A meta de inflação do CMN é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (1,5% a 4,5%).
- A Taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual pelo Copom, para 14,75% ao ano, mas a expectativa para o fim de 2026 foi elevada para 12,5%.
- A estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2026 foi ajustada para 1,84%.
O mercado financeiro elevou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 de 4,1% para 4,17%, marcando a segunda semana consecutiva de alta. A projeção, divulgada no boletim Focus do Banco Central, permanece dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual (1,5% a 4,5%).
As tensões geopolíticas no Oriente Médio são apontadas como um dos fatores que contribuíram para essa revisão. Apesar da inflação oficial de fevereiro ter sido de 0,7%, com o acumulado em 12 meses recuando para 3,81%, a expectativa para a Taxa Selic ao final de 2026 foi elevada para 12,5%, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi ajustada para 1,84%, enquanto a cotação do dólar é esperada em R$ 5,40 para o fim de 2026.
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