Aeroportos dos EUA enfrentam longas filas e incidentes devido à escassez de funcionários da TSA, enquanto agentes do ICE iniciam patrulhamento em mais de uma dezena de aeroportos em resposta ao impasse orçamentário.

Aeroportos nos Estados Unidos, incluindo Atlanta, Houston, Nova York e Nova Orleans, estão enfrentando um cenário de caos com filas de segurança que chegam a até 153 minutos em Atlanta e duas horas em Nova York e Nova Orleans. A situação é atribuída à escassez de funcionários da Transportation Security Administration (TSA) e controladores de tráfego aéreo, que estão em greve devido à falta de pagamento de salários. A taxa de ausência entre os funcionários da TSA atingiu 11,5%, a maior desde o início da paralisação há cinco semanas. Essa ausência de verbas federais para o Departamento de Segurança Interna (DHS), que administra a TSA, decorre de um impasse orçamentário no Congresso, onde democratas bloquearam o orçamento em protesto contra operações anti-imigração do governo Trump. Mais de 400 trabalhadores da TSA pediram demissão desde fevereiro, e outros estão se ausentando por doença, agravando a situação.
Além das filas, incidentes recentes aumentaram as preocupações com a segurança. O aeroporto de Newark, em Nova Jérsei, esvaziou a torre de comando e suspendeu operações devido a relatos de fumaça, embora as atividades tenham sido retomadas rapidamente. No mesmo dia, o aeroporto LaGuardia, em Nova York, teve suas operações paralisadas após uma colisão entre um avião da Air Canada Express e um caminhão de bombeiros, resultando em duas mortes e 41 feridos. O aeroporto Hartsfield-Jackson de Atlanta, um dos mais movimentados do mundo, chegou a recomendar que passageiros cheguem com quatro horas de antecedência.
Em resposta à crise, agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) iniciaram o patrulhamento em mais de uma dezena de aeroportos dos EUA para auxiliar na triagem de segurança e liberar funcionários da TSA para outras funções. O governo Trump defende a medida, enquanto os democratas criticam e exigem mudanças nas práticas do ICE, como mandados judiciais para entrada em residências e uso de identificação em uniformes, para aprovar o financiamento do DHS. O diretor do ICE, Tom Homan, esclareceu que os agentes não farão o controle direto de passageiros, mas sim auxiliarão no controle de multidões e filas. Sindicatos da TSA, no entanto, criticam a medida, alegando falta de treinamento adequado dos agentes do ICE para as funções de segurança aeroportuária. O presidente Donald Trump afirmou que as atividades do ICE incluiriam a prisão de imigrantes ilegais, enquanto o prefeito de Atlanta indicou que o apoio seria para controle de multidões e filas.
Negociações entre republicanos e democratas estão em andamento para resolver o impasse orçamentário antes do recesso de primavera do Congresso. A disputa sobre o orçamento do DHS continua impactando a remuneração dos funcionários. Em um gesto para aliviar a crise, Elon Musk também ofereceu pagar os salários do pessoal da TSA afetado pela interrupção do financiamento.
InfoMoney • 23 mar, 12:27
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