Cento e quarenta e duas prefeituras do Rio Grande do Sul estão sem diesel para serviços essenciais, impactando saúde e obras devido à escalada global de preços e à demanda da agropecuária.
Cento e quarenta e duas prefeituras no Rio Grande do Sul, representando 29% do total de municípios do estado, enfrentam a falta de óleo diesel para a manutenção de serviços públicos essenciais. A informação foi divulgada pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), com base em um levantamento que abrangeu 315 municípios.
A escassez de combustível tem impactado diretamente áreas críticas como o transporte de pacientes na saúde e a execução de obras públicas, com projeções de que outras áreas sensíveis possam ser afetadas em breve. A situação é atribuída à escalada global dos preços do petróleo, agravada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, que já dura quatro semanas. Além disso, a forte demanda da agropecuária gaúcha, especialmente de pequenos e médios produtores que adquirem combustível no mercado à vista, contribui significativamente para a restrição da oferta no estado. Postos de combustível sem bandeira e transportadoras revendedoras (TRRs), canais frequentemente utilizados pelas prefeituras, são os mais afetados pela limitação de fornecimento.
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