A dívida em moeda local de mercados emergentes, anteriormente um investimento preferido em Wall Street, está enfrentando um período de desvalorização significativa. Desde o início da guerra com o Irã, esse tipo de dívida acumula perdas superiores a 4,5%, superando a queda de seus pares denominados em dólar. Apenas seis das 22 principais moedas de mercados emergentes conseguem manter valorização frente ao dólar neste ano, um contraste acentuado com o cenário pré-conflito.
Este declínio é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a guerra em curso, a inflação crescente e a expectativa de taxas de juros mais elevadas. Autoridades em diversas regiões têm indicado a necessidade de manter ou elevar os juros para conter as pressões inflacionárias, exacerbadas pelo aumento dos custos de energia. Investidores em títulos sul-africanos e húngaros, por exemplo, registraram perdas de aproximadamente 10%, com as moedas desses países liderando as desvalorizações nos mercados emergentes. Especialistas do setor financeiro estão ajustando suas estratégias, diminuindo a exposição a moedas de alto beta e buscando alternativas mais seguras, como investimentos na Ásia ou operações de valor relativo. Apesar do cenário desafiador, a América Latina, especialmente países exportadores de petróleo como Brasil e Colômbia, ainda oferece oportunidades devido às taxas de juros reais atrativas e moedas de commodities.
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