Kalshi, de bilionária brasileira, é banida em Nevada por falta de licença
A Kalshi, plataforma de mercados de previsão cofundada pela bilionária Luana Lopes Lara, foi banida por 14 dias em Nevada, EUA, por operar sem licença, enquanto enfrenta acusações de apostas ilegais.
Pontos principais
- Luana Lopes Lara, bilionária brasileira, é cofundadora da Kalshi, empresa de mercados de previsão.
- A Kalshi foi banida por 14 dias no estado de Nevada, EUA, por operar sem licença para atividades de apostas.
- Uma audiência está marcada para 3 de abril para decidir sobre a manutenção da proibição em Nevada.
- A empresa é acusada de permitir apostas em eventos de guerra e eleições, enfrentando processos em vários estados dos EUA.
- A Kalshi argumenta que seus produtos são instrumentos financeiros (derivativos) e não apostas, devendo ser regulados em nível federal.
A Kalshi, empresa de mercados de previsão cofundada pela bilionária brasileira Luana Lopes Lara, enfrenta polêmicas e batalhas legais nos Estados Unidos, culminando em um banimento temporário no estado de Nevada. A plataforma, que permite especulações sobre eventos como eleições e taxas de juros, foi suspensa por 14 dias em Nevada por falta de licença para operar atividades de apostas, com uma audiência marcada para 3 de abril para decidir sobre a manutenção da proibição. Esta é a primeira vez que um estado americano força a Kalshi a interromper suas operações, apesar de a empresa ter vencido uma batalha judicial anterior contra a CFTC em 2024.
Críticos argumentam que a Kalshi é uma forma de aposta disfarçada para evitar regulamentações, enquanto a empresa defende que seus produtos são instrumentos financeiros (derivativos) regulados em nível federal. A Kalshi também enfrenta acusações de permitir apostas em eventos de guerra, como a deposição do líder supremo do Irã, e está sendo processada em vários estados norte-americanos por operar jogos de azar ilegais e aceitar apostas sem a devida licença. Avaliada em US$ 22 bilhões, a empresa estuda abrir um escritório no Brasil, onde plataformas de apostas tradicionais já pedem seu bloqueio.
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