Fundadora da Kalshi busca reverter bloqueio de mercados preditivos no Brasil
Luana Lopes Lara reafirma interesse da startup no Brasil e defende diálogo com o governo para superar restrições do Conselho Monetário Nacional.
Pontos principais
- A Kalshi, avaliada em mais de US$ 22 bilhões, busca expandir sua operação de mercados preditivos para o Brasil.
- O Conselho Monetário Nacional barrou a criação de plataformas de mercado preditivo no país em abril de 2026.
- Luana Lopes Lara compara o desafio regulatório brasileiro ao processo enfrentado pela empresa nos EUA entre 2018 e 2019.
- A startup planeja colaborar com autoridades locais para adequar seu modelo de negócio às normas vigentes.
- A empresa busca se consolidar como uma exchange global de derivativos, indo além dos contratos de previsão eleitoral.
Durante o Web Summit Rio 2026, a cofundadora da Kalshi, Luana Lopes Lara, reafirmou o interesse da startup em operar no Brasil, apesar do bloqueio imposto pelo Conselho Monetário Nacional em abril de 2026. Avaliada em mais de US$ 22 bilhões, a empresa defende que os mercados de previsões oferecem ferramentas de hedge e análise de risco mais intuitivas que o mercado de ações tradicional. Segundo a executiva, o obstáculo atual no país é um desafio de educação regulatória, similar ao processo de conformidade que a companhia enfrentou nos Estados Unidos entre 2018 e 2019.
Lara sustenta que a restrição decorre de um desconhecimento técnico das autoridades sobre a natureza dos serviços prestados. Para reverter a decisão, a Kalshi planeja iniciar um diálogo com o governo brasileiro, buscando esclarecer seu modelo de negócio e encontrar caminhos para se adequar às normas locais. A meta da startup é consolidar-se como uma exchange global de derivativos, expandindo sua atuação para além dos contratos de previsão eleitoral e integrando-se ao ecossistema financeiro brasileiro.
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