O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que faturas de cartão de crédito do senador Ciro Nogueira foram pagas por deputados federais do PP do Piauí, Átila Lira e Júlio Arcoverde, em 2024, totalizando aproximadamente R$ 17 mil. Essa revelação levanta questionamentos sobre as movimentações financeiras do senador, que foram consideradas "inusitadas" pela Caixa Econômica Federal e incompatíveis com seu patrimônio e atividade profissional. As transações de Nogueira também estão associadas ao BK Bank, uma fintech sob investigação da Polícia Federal na Operação Carbono Oculto por suposta lavagem de dinheiro para o PCC, tendo movimentado cerca de R$ 46 bilhões. O senador também realizou uma transferência de R$ 12.297,92 para uma conta vinculada à BK Bank.
Além dos pagamentos pelos deputados, o Coaf apontou que Ciro Nogueira recebeu uma remessa de dólares de um condomínio em Miami Beach, classificada como "doação ou transferência sem contrapartida" e sem justificativa de origem. Embora o pagamento de dívidas por terceiros não seja ilegal por si só, a Lei de Lavagem de Dinheiro e a Lei de Improbidade Administrativa podem ser aplicadas caso haja ocultação de recursos ou obtenção de vantagem indevida. Diálogos vazados sugerem uma relação entre Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro, com o senador negando proximidade e afirmando que renunciará ao mandato se houver denúncia comprovada que o ligue a Vorcaro e ao caso do Banco Master.
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