71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo
Pesquisa Quaest revela que a maioria dos brasileiros se opõe à proposta do governo de taxa mínima para entregas por aplicativo, temendo aumento de preços e impacto nos mais pobres.
Pontos principais
- 71% dos brasileiros são contra a proposta de taxa mínima para entregas por aplicativo, segundo pesquisa Quaest.
- A proposta do governo visa aumentar o valor mínimo por corrida de R$ 7,50 para R$ 10, com acréscimo por quilômetro excedente.
- A relatoria do projeto na Câmara, sob Augusto Coutinho, indica manter o valor mínimo em R$ 8,50.
- 78% dos entrevistados acreditam que a taxa mínima resultará em aumento dos preços dos pedidos.
- 86% dos participantes da pesquisa pensam que a mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres.
- Apenas 29% dos entrevistados estariam dispostos a pagar mais pelas entregas caso a proposta seja aprovada.
- A pesquisa, em parceria com a ANR, ouviu 1.031 pessoas entre 13 e 16 de março, com margem de erro de três pontos.
Uma pesquisa recente da Quaest, em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), indica que 71% dos brasileiros são contra a implementação de uma taxa mínima para entregas por aplicativo. A proposta do governo, anunciada por Guilherme Boulos, prevê um valor mínimo de R$ 10 por entrega, com um adicional de R$ 2,50 por quilômetro após os primeiros 4 km, visando aumentar o valor atual de R$ 7,50. No entanto, a relatoria do projeto na Câmara, sob Augusto Coutinho, diverge da proposta do governo, indicando manter o valor mínimo em R$ 8,50.
Os dados, coletados entre 13 e 16 de março com 1.031 pessoas e margem de erro de três pontos, revelam uma preocupação generalizada com os impactos da medida. Entre os entrevistados, 78% acreditam que a taxa mínima resultará em aumento dos preços dos pedidos, e 86% pensam que a mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres. Apenas 29% dos entrevistados estariam dispostos a pagar mais pelas entregas caso a proposta seja aprovada. Fernando Blower, da ANR, defende uma regulamentação equilibrada que proteja os trabalhadores e a sustentabilidade do setor, sem impactar negativamente consumidores e pequenos negócios.
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