O tempo médio de permanência de empresas em portfólios de private equity no Brasil aumentou, impactando a rentabilidade e a captação de recursos para os gestores.
O tempo médio de permanência de empresas em portfólios de private equity no Brasil tem crescido, alcançando seis anos e três meses no período entre 2023 e 2025. Este dado representa um aumento significativo em comparação com os cinco anos e três meses registrados entre 2018 e 2022. A principal razão para essa tendência é a dificuldade em encontrar oportunidades de saída, ou eventos de liquidez, para as empresas investidas, resultando em um aumento do estoque de companhias nos portfólios e uma queda na taxa de desinvestimentos, que passou de 9% em 2023 para 4% em 2025.
Essa prolongada permanência impacta diretamente a rentabilidade dos investimentos e a capacidade dos gestores de private equity de captar novos recursos. Com retornos mais lentos, fundos de pensão e outros investidores institucionais recebem menos capital, tornando-se menos propensos a novos comprometimentos. A tendência é global e foi influenciada por um alto volume de investimentos em 2021 e 2022, seguido por eventos como a pandemia, o aumento das taxas de juros e preocupações tarifárias, que pressionaram os períodos médios de investimento.
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