Gilson Finkelsztain, CEO da B3, prevê a retomada das ofertas públicas iniciais (IPOs) no mercado brasileiro em 2026, impulsionada por empresas de infraestrutura e interesse estrangeiro, apesar de desafios como eleições e juros altos.
O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, expressou otimismo quanto à reabertura do mercado de ofertas públicas iniciais (IPOs) no Brasil, projetando a retomada para 2026. Após um período de mais de quatro anos de paralisação, a expectativa é que empresas consolidadas do setor de infraestrutura liderem esse movimento, com operações de valores bilionários. O interesse de investidores estrangeiros é considerado um fator crucial para impulsionar o mercado doméstico, com a previsão de que a maioria das empresas brasileiras opte por abrir capital localmente, revertendo a tendência recente de buscar mercados externos.
Contudo, Finkelsztain ressalta que, apesar do cenário promissor, desafios como as eleições presidenciais e a manutenção de uma taxa de juros básica de 15% ao ano podem influenciar o potencial de novas ofertas em 2026. A B3 monitora entre 10 e 15 empresas brasileiras que possuem potencial para realizar IPOs ou follow-ons ainda este ano, indicando um aquecimento gradual do mercado antes da projeção de reabertura total.