Tempo de empresas no portfólio de gestores de private equity cresce no Brasil
O tempo médio que gestores de private equity levam para vender empresas de seus portfólios no Brasil e globalmente tem aumentado, impactando a rentabilidade e a captação de recursos devido à dificuldade em encontrar oportunidades de saída e ao crescimento do estoque de empresas.
|
16/03 às 05:00
Pontos principais
- O tempo médio de permanência de empresas em portfólios de private equity no Brasil atingiu seis anos e três meses entre 2023 e 2025, um aumento em relação aos cinco anos e três meses entre 2018 e 2022.
- Apesar da estabilidade na taxa de saída, o estoque de empresas em portfólios de private equity cresceu, com o percentual de desinvestimentos caindo de 9% em 2023 para 4% em 2025.
- A principal causa é a dificuldade em encontrar eventos de liquidez, com 30% das empresas em portfólios de private equity no Brasil tendo mais de seis anos de investimento.
- O aumento do tempo de saída reduz a taxa de retorno para os investidores, exigindo maior geração de valor das empresas para compensar.
- A dificuldade em gerar retornos impacta a captação de novos recursos, pois fundos de pensão e outros investidores recebem menos e ficam menos propensos a novos comprometimentos.
- A tendência de aumento do tempo de permanência e queda na taxa de saída é global, não restrita ao Brasil.
- O volume elevado de investimentos em 2021 e 2022, seguido por eventos como pandemia, aumento de juros e preocupações tarifárias, contribuiu para a pressão sobre os períodos médios de investimento.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Gustavo Camargo (sócio da Bain e líder da prática de Private Equity para a América do Sul)
Organizações
Bain & CompanyWall Street
Lugares
BrasilAmérica do Sul
