O renomado chef René Redzepi, do restaurante Noma, anunciou sua demissão após mais de duas décadas liderando o estabelecimento. A decisão ocorre em meio a crescentes acusações de ex-funcionários que o descrevem como abusivo verbal e fisicamente, criando um ambiente de trabalho tóxico. Reportagens do "The New York Times" e relatos de dezenas de ex-funcionários, incluindo 35 ex-funcionários e estagiários, detalham um padrão de abusos, incluindo agressões físicas, constrangimentos públicos e jornadas de trabalho exaustivas. Uma ex-estagiária indiana, Namrata Hegde, descreveu a atmosfera de ansiedade e medo na cozinha do Noma, com tarefas repetitivas e um clima de silêncio e disciplina, o que a levou a desenvolver ansiedade e estresse pós-traumático, abandonando as cozinhas profissionais. Redzepi reconheceu seu comportamento "inaceitável" e afirmou estar em terapia há uma década para controlar seu temperamento.
As alegações, que ganharam força com publicações de ex-integrantes do Noma no Instagram, levaram ao cancelamento de uma unidade temporária do restaurante em Los Angeles, após a desistência de patrocinadores como American Express e Blackbird, e protestos de grupos de defesa dos direitos trabalhistas. Redzepi se desculpou publicamente, assumindo a responsabilidade por suas ações e revelando que busca terapia para controle da raiva. Ele também renunciou ao conselho da MAD, uma organização que fundou para apoiar novos profissionais da gastronomia, marcando um ponto final em sua gestão no restaurante dinamarquês, considerado um dos melhores do mundo. A cultura de trabalho abusiva persistiu mesmo após 2017, e a empresa só implementou mudanças formais de RH e condições de trabalho após pressões externas.
InfoMoney • 13 mar, 05:00
G1 - Economia • 13 mar, 05:04
InfoMoney • 12 mar, 19:47
11 mar, 04:01
26 fev, 09:01
25 fev, 09:01
23 fev, 16:02
5 fev, 12:03