A Justiça do Trabalho determinou que a Rock World SA adote uma série de obrigações trabalhistas para o Rock in Rio 2026, após casos de trabalho análogo à escravidão na edição de 2024.
A Justiça do Trabalho determinou que a Rock World SA, organizadora do Rock in Rio, cumpra uma série de obrigações trabalhistas para a edição de 2026 do festival. A decisão é resultado de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), após a constatação de trabalho análogo à escravidão na edição de 2024.
Entre as medidas impostas estão o registro em carteira de trabalho, controle de jornada, e a provisão de infraestrutura adequada como vestiários, refeitórios, alojamentos e água potável. A empresa também deverá elaborar um Programa de Gerenciamento de Riscos e fornecer equipamentos de proteção individual. Em caso de descumprimento, será aplicada uma multa diária de R$ 50 mil por obrigação não atendida e por trabalhador prejudicado. Na edição de 2024, 14 trabalhadores foram resgatados em condições degradantes, com jornadas exaustivas e alimentação inadequada, sendo a FBC Backstage Eventos Ltda, contratante dos trabalhadores, considerada solidariamente responsável.
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