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Juristas acusam governo de Bukele de 'crimes contra a humanidade' em El Salvador

Juristas internacionais acusam o governo de Nayib Bukele em El Salvador de cometer "crimes contra a humanidade", incluindo torturas e desaparecimentos, sob o regime de exceção implementado para combater gangues.

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10/03 às 23:37

Pontos principais

  • Um grupo de juristas internacionais acusou o governo de El Salvador de cometer "crimes contra a humanidade" em sua guerra contra as gangues.
  • As acusações incluem torturas, desaparecimentos, encarceramentos ilegais (inclusive de crianças), assassinatos e violência sexual.
  • O relatório foi apresentado por cinco especialistas do Gipes (Grupo Internacional de Especialistas para a Investigação de Violações de Direitos no Marco do Estado de Exceção em El Salvador) durante uma audiência da CIDH.
  • A vice-chanceler salvadorenha, Adriana Mira, rejeitou as acusações, afirmando que não há desaparecimentos forçados no país.
  • Dados apontam 403 mortes sob custódia estatal e 540 casos de desaparecimento forçado durante o estado de exceção.
  • A estratégia de Bukele, embora tenha reduzido a violência, é criticada pela concentração de poderes e pela reeleição sem limites.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Nayib Bukele (presidente de El Salvador)Ignacio Jovtis (diretor para a América Latina da ONG InterJust)Adriana Mira (vice-chanceler salvadorenha)José Guevara (especialista em direito humanitário)

Organizações

InterJustGipes (Grupo Internacional de Especialistas para a Investigação de Violações de Direitos no Marco do Estado de Exceção em El Salvador)Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)CristosalFederação Internacional de Direitos HumanosComissão Internacional de JuristasReutersBBC

Lugares

El SalvadorCidade da GuatemalaGuatemala