Alunos do Pedro II pedem aulas sobre violência de gênero após estupro
Estudantes do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, protestaram e exigiram a retomada de aulas sobre violência de gênero e educação sexual após um caso de estupro coletivo na instituição.
Pontos principais
- Alunos do Colégio Pedro II protestaram no Rio de Janeiro após um caso de estupro coletivo e outros ataques.
- Eles reivindicam a retomada de aulas sobre violência de gênero e educação sexual, além de medidas efetivas contra o assédio.
- Apesar de leis preverem o ensino de gênero e educação sexual, há pressões contra esses temas nas escolas.
- Os estudantes também cobraram a implementação de uma política contra o assédio, aprovada em 2025, que resultou na criação de uma comissão interna.
- A reitoria do Pedro II afirmou que o enfrentamento e prevenção de violências são tratados com seriedade desde janeiro de 2026.
Estudantes do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, realizaram um protesto para exigir a retomada de aulas sobre violência de gênero e educação sexual. A manifestação ocorreu após um caso de estupro coletivo e outros ataques na instituição. Os alunos argumentam que o conhecimento é fundamental para que as vítimas reconheçam a violência sofrida e para formar indivíduos, especialmente homens, que não pratiquem atos violentos contra mulheres. Eles criticam o silenciamento do debate sobre esses temas, apesar de leis que preveem o ensino de gênero e educação sexual.
Além das aulas, os estudantes cobraram a implementação efetiva de uma política contra o assédio, aprovada em 2025, que só agora resultou na criação de uma comissão interna. Professores e coletivos de pais e ex-alunos também criticaram a burocracia e a falta de preparo da escola para lidar com o assédio. Em resposta, a reitoria do Pedro II declarou que o enfrentamento e a prevenção de violências são tratados com seriedade, e que ações de acolhimento e apuração estão em curso desde janeiro de 2026.
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