Um estudo recente, intitulado "Percursos interrompidos", realizado pelo Unicef, Instituto Fogo Cruzado e Geni/UFF, revelou que a violência no Rio de Janeiro gerou 2.228 interrupções no transporte público entre janeiro de 2023 e julho de 2025. Esse cenário impactou diretamente o acesso à educação de aproximadamente 190 mil estudantes da rede municipal, com 95% das escolas da cidade registrando ao menos uma paralisação. As interrupções, que tiveram duração média de sete horas, ocorreram em 49% dos casos em dias letivos e horário escolar, sendo causadas principalmente por barricadas (32,4%), ações policiais (22,7%) e manifestações (12,9%).
Os bairros mais afetados incluem Penha, Bangu e Jacarepaguá. Flavia Antunes, chefe do Unicef no Rio, ressaltou que a violência não apenas dificulta o acesso físico à escola, mas também compromete a saúde mental e o desenvolvimento dos alunos. A coordenadora do Geni/UFF, Carolina Grillo, defendeu uma revisão da política de segurança pública, criticando a imprevisibilidade e ineficiência das operações policiais.
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