O Ibovespa atingiu recordes em 2026 com forte aporte estrangeiro, mas a escalada da guerra no Oriente Médio gera incerteza e ameaça o bom momento da bolsa.
O Ibovespa viveu um início de 2026 de euforia, impulsionado por um volume expressivo de capital estrangeiro, que somou R$ 42,56 bilhões nos dois primeiros meses do ano, o terceiro maior da década para o período. Esse fluxo permitiu que o índice superasse a marca de 190 mil pontos e registrasse 13 recordes. A atração de investidores externos foi favorecida por fatores como juros altos no Brasil, ações consideradas baratas e a busca por diversificação.
No entanto, o bom momento da bolsa brasileira enfrenta agora uma ameaça significativa: a escalada da guerra no Oriente Médio. Ataques dos EUA e Israel ao Irã provocaram uma queda de 5% no Ibovespa e geraram grande incerteza no mercado global. Em cenários de tensão, investidores tendem a buscar ativos mais seguros, como dólar e ouro, num movimento conhecido como 'flight to quality'. Especialistas acreditam que o investimento estrangeiro pode continuar em 2026, mas o ritmo dependerá diretamente da evolução do cenário internacional, embora quedas possam representar oportunidades de compra com potencial para o Ibovespa atingir 200 mil pontos no médio prazo.