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Peru indenizará família por morte ligada a esterilização forçada em 1997

A Corte Interamericana de Direitos Humanos ordenou que o Peru indenize a família de uma mulher que morreu após esterilização forçada em 1997.

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Foto: G1 Mundo
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06/03 às 15:01

Pontos principais

  • A Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Peru pague US$ 340 mil à família de Celia Ramos.
  • Celia Ramos, de 34 anos, morreu em 1997 após uma laqueadura realizada sob pressão e em condições negligentes.
  • Esta é a primeira decisão do tribunal sobre o programa de esterilizações forçadas no Peru, que afetou mulheres pobres e indígenas.
  • O programa ocorreu durante o governo de Alberto Fujimori, que teve uma acusação criminal anulada em 2024.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) proferiu uma decisão histórica, ordenando que o Peru indenize a família de Celia Ramos, vítima de esterilização forçada que resultou em sua morte em 1997. O tribunal determinou o pagamento de aproximadamente US$ 340 mil (R$ 1,7 milhão) à família, cobrindo despesas médicas e compensação por renda futura. Esta é a primeira vez que a principal corte de direitos humanos da América Latina se manifesta sobre o programa de esterilizações forçadas implementado no Peru durante o governo de Alberto Fujimori, que afetou principalmente mulheres pobres e indígenas.

Celia Ramos, então com 34 anos, foi submetida a uma laqueadura em um centro de saúde público sob pressão e em condições negligentes, sofrendo uma reação alérgica grave e falecendo 19 dias após o procedimento, sem autópsia formal. Embora uma acusação criminal contra Fujimori no caso das esterilizações forçadas tenha sido anulada em 2024, as investigações continuam focadas em outros ex-integrantes do governo, destacando a relevância contínua deste caso para a justiça e os direitos humanos no país.

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