O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), renunciou ao cargo após ser afastado por decisão do ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF). A renúncia, formalizada à Câmara Municipal, ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal, na Operação Paroxismo, que apura o desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. Furlan alegou que a decisão de deixar o mandato se deve à sua intenção de concorrer ao governo do estado nas eleições deste ano.
As investigações, que também envolvem o vice-prefeito Mario Neto, apontam indícios de fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal identificou saques milionários em espécie e transferências para contas ligadas à ex-esposa e atual companheira de Furlan, envolvendo a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. Com a renúncia, o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro DaLua (União Brasil), assumiu interinamente a prefeitura de Macapá.
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