Uma pesquisa da PUCPR aponta que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, dedicando mais de mil horas anuais não remuneradas e enfrentando impactos em suas vidas profissionais e acadêmicas.
Um estudo recente da PUCPR destaca a predominância feminina no cuidado informal no Brasil, revelando que 90% dos cuidadores são mulheres. Essas mulheres, com idade média de 48 anos e frequentemente filhas, cônjuges ou netas, dedicam mais de mil horas anuais a um trabalho não remunerado e socialmente invisível. Essa dedicação excessiva, que representa 9,6 horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas e de cuidado, tem um impacto significativo em suas vidas profissionais e acadêmicas, levando muitas a abandonar o mercado de trabalho formal.
A pesquisa ressalta que, embora a Política Nacional do Cuidado tenha sido instituída no Brasil no final de 2024, sua implementação ainda é vista como tímida. Em contraste, países europeus como Finlândia, Dinamarca e Alemanha já possuem políticas robustas de apoio e compensação para cuidadores, evidenciando a necessidade de um avanço mais substancial no reconhecimento e suporte a essa parcela da população brasileira.