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Estudo revela que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres

Uma pesquisa da PUCPR aponta que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, dedicando mais de mil horas anuais não remuneradas e enfrentando impactos em suas vidas profissionais e acadêmicas.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/03 às 19:03

Pontos principais

  • 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, com média de 48 anos, geralmente filhas, cônjuges ou netas.
  • Mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais que homens em tarefas domésticas e cuidados, totalizando mais de mil horas anuais não remuneradas.
  • O trabalho de cuidado, culturalmente forte no Brasil, impacta negativamente a vida profissional e os estudos de mulheres e meninas.
  • Países como Finlândia, Dinamarca e Alemanha possuem políticas de apoio e compensação para cuidadores, enquanto a Política Nacional do Cuidado no Brasil é considerada tímida.
  • A pesquisa, realizada em Paraná e Santa Catarina, mostra que muitas mulheres abandonam o trabalho formal para cuidar de familiares.

Um estudo recente da PUCPR destaca a predominância feminina no cuidado informal no Brasil, revelando que 90% dos cuidadores são mulheres. Essas mulheres, com idade média de 48 anos e frequentemente filhas, cônjuges ou netas, dedicam mais de mil horas anuais a um trabalho não remunerado e socialmente invisível. Essa dedicação excessiva, que representa 9,6 horas semanais a mais que os homens em tarefas domésticas e de cuidado, tem um impacto significativo em suas vidas profissionais e acadêmicas, levando muitas a abandonar o mercado de trabalho formal.

A pesquisa ressalta que, embora a Política Nacional do Cuidado tenha sido instituída no Brasil no final de 2024, sua implementação ainda é vista como tímida. Em contraste, países europeus como Finlândia, Dinamarca e Alemanha já possuem políticas robustas de apoio e compensação para cuidadores, evidenciando a necessidade de um avanço mais substancial no reconhecimento e suporte a essa parcela da população brasileira.

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