A Rua da Consolação, em São Paulo, foi liberada após explosão que abriu cratera. A Enel detectou gás no local, enquanto Enel, Comgás e Sabesp negam responsabilidade pelo incidente.

A Rua da Consolação, em São Paulo, foi liberada para o tráfego na manhã de terça-feira (3), após quase 30 horas de interdição. O bloqueio foi causado por uma explosão subterrânea ocorrida na noite de domingo (1º), que abriu uma cratera na via, quase engolindo um carro, mas sem deixar feridos. O incidente mobilizou equipes de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros, Enel, Comgás, Sabesp, Defesa Civil e CET, e afetou o trânsito e 25 linhas de ônibus na região. Testemunhas relataram odor forte de borracha queimada e fumaça preta antes da detonação. Uma chapa de aço foi colocada sobre o buraco para permitir a passagem de veículos após os reparos.
O incidente gerou um impasse sobre a responsabilidade. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou a Enel, alegando que outras empresas foram descartadas e há fiação da concessionária no local, além de criticar a demora da empresa em enviar equipes. A Enel, por sua vez, negou a responsabilidade, afirmando que não houve dano em sua rede elétrica e que seus cabos enterrados não causariam tal explosão, além de ter detectado gás inflamável e acúmulo de gás na cratera. A Comgás também negou vazamento de gás natural encanado, baseando-se em duas vistorias e na ausência de componentes característicos do gás natural, enviando material para análise aprofundada. A Sabesp, responsável por água e esgoto, também realizou testes e informou não ter relação com o acidente. Equipes da Enel seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada.
Agência Brasil - EBC • 3 mar, 09:35
InfoMoney • 3 mar, 09:45
InfoMoney • 3 mar, 09:51
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