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Rua da Consolação é liberada após explosão; Enel detecta gás e empresas negam responsabilidade

A Rua da Consolação, em São Paulo, foi liberada após explosão que abriu cratera. A Enel detectou gás no local, enquanto Enel, Comgás e Sabesp negam responsabilidade pelo incidente.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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02/03 às 10:02 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • Uma explosão subterrânea na noite de domingo (1º) abriu uma cratera na Rua da Consolação, sem feridos, mas quase engolindo um carro.
  • A Rua da Consolação foi liberada na manhã de terça-feira (3), após quase 30 horas de bloqueio que afetou o trânsito e 25 linhas de ônibus.
  • A Enel, distribuidora de energia, identificou acúmulo de gás na cratera, mas afirmou que sua rede elétrica subterrânea não foi danificada.
  • O prefeito Ricardo Nunes responsabilizou a Enel, criticando a demora da empresa em enviar equipes ao local.
  • A Enel negou a culpa, alegando que seus cabos não causariam tal explosão e que detectou gás inflamável no local.
  • A Comgás também negou vazamento de gás natural encanado após duas vistorias, enviando material para análise aprofundada.
  • A Sabesp, responsável por água e esgoto, realizou testes e informou não ter relação com o acidente.
  • Testemunhas relataram odor forte de borracha queimada e fumaça preta antes da explosão.

A Rua da Consolação, em São Paulo, foi liberada para o tráfego na manhã de terça-feira (3), após quase 30 horas de interdição. O bloqueio foi causado por uma explosão subterrânea ocorrida na noite de domingo (1º), que abriu uma cratera na via, quase engolindo um carro, mas sem deixar feridos. O incidente mobilizou equipes de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros, Enel, Comgás, Sabesp, Defesa Civil e CET, e afetou o trânsito e 25 linhas de ônibus na região. Testemunhas relataram odor forte de borracha queimada e fumaça preta antes da detonação. Uma chapa de aço foi colocada sobre o buraco para permitir a passagem de veículos após os reparos.

O incidente gerou um impasse sobre a responsabilidade. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou a Enel, alegando que outras empresas foram descartadas e há fiação da concessionária no local, além de criticar a demora da empresa em enviar equipes. A Enel, por sua vez, negou a responsabilidade, afirmando que não houve dano em sua rede elétrica e que seus cabos enterrados não causariam tal explosão, além de ter detectado gás inflamável e acúmulo de gás na cratera. A Comgás também negou vazamento de gás natural encanado, baseando-se em duas vistorias e na ausência de componentes característicos do gás natural, enviando material para análise aprofundada. A Sabesp, responsável por água e esgoto, também realizou testes e informou não ter relação com o acidente. Equipes da Enel seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada.

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