Preço do cacau cai no campo, mas chocolate segue caro na Páscoa de 2026
Apesar da queda do preço do cacau no campo, o chocolate permanecerá caro na Páscoa de 2026, pois a indústria comprou a matéria-prima antecipadamente a valores recordes e prioriza a recuperação de margens de lucro.
Pontos principais
- O chocolate em barra e bombons acumulam alta de 26% em 12 meses e continuarão caros na Páscoa de 2026.
- A indústria adquiriu amêndoas de cacau com 6 a 12 meses de antecedência, quando os preços internacionais estavam em alta recorde.
- A queda dos preços do cacau no campo é atribuída à recuperação das colheitas e à menor demanda da indústria.
- O Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim por riscos sanitários e protestos de produtores brasileiros.
Mesmo com a recente queda nos preços do cacau no campo, o consumidor brasileiro não deve esperar chocolates mais baratos para a Páscoa de 2026. A indústria de chocolates comprou a matéria-prima com meses de antecedência, quando os valores internacionais estavam em patamares recordes. Além disso, as empresas priorizam a recuperação de suas margens de lucro, impactadas pela disparada dos custos nos últimos meses, antes de repassar qualquer redução ao consumidor. A expectativa é que uma eventual queda nos preços chegue às prateleiras apenas no segundo semestre do próximo ano.
A alta nos preços do cacau foi impulsionada pela diminuição da colheita em 2024 no Brasil e em países africanos, devido a fatores como o El Niño, pragas e doenças. A recente queda dos preços no campo, por sua vez, é atribuída à recuperação das colheitas e, para alguns analistas, à redução da demanda da indústria, que alterou fórmulas e diminuiu compras. Em meio a esse cenário, o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, após protestos de produtores baianos contra os baixos preços e a concorrência externa.
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