Apesar da recente queda nas cotações de cacau e açúcar, os ovos de Páscoa de 2026 não devem ficar mais baratos devido aos custos de produção e ao tempo de repasse na cadeia.
Apesar da recente queda significativa nas cotações do cacau e do açúcar, os consumidores não devem esperar ovos de Páscoa mais baratos em 2026. A dinâmica da indústria e os múltiplos fatores que compõem o preço final dos produtos impedem o repasse imediato dessa redução. O cacau, por exemplo, atingiu um pico de US$ 10,7 mil por tonelada em janeiro de 2025, caindo para US$ 3,6 mil por tonelada em fevereiro de 2026, mas a produção para a Páscoa já havia começado em agosto de 2025, quando os preços ainda estavam elevados.
Além do cacau e açúcar, variáveis como leite, taxa de câmbio e frete logístico impactam o custo. A alta anterior do cacau, impulsionada por problemas climáticos em Gana e Costa do Marfim, levou a indústria a reformular produtos, reduzindo o uso de manteiga e pó de cacau. Mesmo com a queda do açúcar, devido à sobreoferta global e menor demanda, a complexidade da cadeia de produção impede que a redução de custos chegue ao consumidor final tão rapidamente. A Abicab, no entanto, projeta crescimento para a Páscoa de 2026, com a contratação de mais de 13 mil trabalhadores temporários e aumento na oferta de produtos.
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