O PL confirma chapas ao Senado no DF e SC com Michelle, Bia Kicis, Carlos Bolsonaro e Carol De Toni. Em SP, André do Prado, cotado para vice de Tarcísio, minimiza disputa e defende união, enquanto a chapa estadual será definida em 30 de março.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro se reuniram no Palácio dos Bandeirantes para discutir as eleições de 2026, marcando uma reaproximação após o anúncio da pré-candidatura de Flávio à Presidência. Tarcísio minimizou qualquer desentendimento, afirmando que nunca houve "arestas" entre eles e que a amizade é sólida. Flávio, por sua vez, publicou uma foto do encontro, indicando que Tarcísio estará ao lado de seu projeto eleitoral. Ambos participaram de uma homenagem a Valdemar da Costa Neto na Alesp. Após o encontro, Flávio Bolsonaro anunciou que a chapa estadual para São Paulo será definida em 30 de março, em um grande ato com lideranças políticas e o governador. O Partido Liberal (PL) tem pressionado Tarcísio para que André do Prado, presidente da Alesp, seja o vice em sua chapa, em detrimento de Felício Ramuth. André do Prado, por sua vez, confirmou o desejo do partido de tê-lo como vice, mas ressaltou que o momento não é de criar brigas na base bolsonarista em São Paulo pela vaga, defendendo a união do grupo. Tarcísio, contudo, afirmou que a definição do vice ocorrerá apenas nas convenções partidárias e que a mudança para o PL não está em pauta.
Além das articulações estaduais, Flávio Bolsonaro confirmou que Jair Bolsonaro, mesmo preso, elaborou a lista de nomes do PL para o Senado nas eleições de 2026. O senador detalhou as estratégias eleitorais do partido com o aval de seu pai, focando na formação de uma "bancada da família" em Santa Catarina e no Distrito Federal. No DF, a chapa do PL será composta por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Em Santa Catarina, o PL anunciou oficialmente Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni como candidatos ao Senado, com Jorginho Mello buscando a reeleição ao governo do estado. O anúncio foi feito no Congresso Nacional, com a presença de Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, e busca solucionar um racha interno no PL catarinense. Caroline De Toni, deputada federal mais votada em SC em 2022, havia ameaçado deixar o partido caso sua candidatura ao Senado não fosse apoiada, e a mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina gerou preocupações sobre sua candidatura e a reeleição de Esperidião Amin. As eleições de 2026 preencherão duas vagas para o Senado em cada estado.
Em Minas Gerais, anotações vazadas de Flávio Bolsonaro revelam incertezas sobre o palanque presidencial para 2026, com a emergência de Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, como alternativa a Mateus Simões e Cleitinho para o governo. O documento expressa preocupação de que Mateus Simões, ligado a Romeu Zema, possa prejudicar o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Roscoe, empresário sem trajetória eleitoral, é visto como um nome de consenso para o PL mineiro, e sua eventual candidatura é um plano alternativo, dependendo da manutenção do impasse político e da falha nas negociações com Simões ou Cleitinho. Há uma divisão no PL mineiro sobre o apoio a Mateus Simões, com alguns dirigentes temendo sua ligação com Zema, potencial adversário de Flávio Bolsonaro. A principal resistência a Simões no PL é sua associação política com Zema, e a formação de um palanque presidencial sólido para Flávio Bolsonaro em Minas Gerais é crucial.
Flávio Bolsonaro também revelou pré-candidatos em outros estados: no Rio de Janeiro, Douglas Ruas é o pré-candidato ao governo, com Cláudio Castro e Márcio Canella disputando vagas ao Senado. No Rio Grande do Sul, Tenente-Coronel Zucco é o pré-candidato ao governo, e Ubiratan Sanderson ao Senado. Em Mato Grosso, Wellington Fagundes é o pré-candidato ao governo, e Zé Medeiros ao Senado. Anotações de Flávio Bolsonaro revelaram articulações mais amplas do PL para 2026, incluindo a intenção de substituir vices em Minas Gerais e São Paulo, e uma suposta solicitação de R$ 15 milhões do deputado federal Marcos Pollon para não se candidatar, fato negado por ele e Flávio. O senador ainda planeja mediar conflitos internos do partido, como as críticas de Eduardo Bolsonaro a aliados, buscando manter a coesão da legenda para as próximas eleições.
G1 Política • 27 fev, 18:23
InfoMoney • 27 fev, 16:35
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