IGP-M recua 0,73% em fevereiro, revertendo alta e superando expectativas
O IGP-M, conhecido como inflação do aluguel, registrou queda de 0,73% em fevereiro de 2026, revertendo a alta de janeiro e superando as projeções, impulsionado pela deflação no atacado.
Pontos principais
- O IGP-M caiu 0,73% em fevereiro de 2026, após alta de 0,41% em janeiro, superando a expectativa de queda de 0,6%.
- No acumulado do ano, o índice apresenta queda de 0,32%, e de 2,67% nos últimos 12 meses.
- O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuou 1,18% em fevereiro, devido à queda de commodities como minério de ferro, soja e café.
- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,30%, influenciado pelo enfraquecimento do avanço das mensalidades escolares e desaceleração em Alimentação e Saúde.
- O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,34% no período, com a inflação da mão de obra perdendo fôlego.
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, registrou uma queda de 0,73% em fevereiro de 2026. Esse recuo, mais acentuado do que o esperado pelo mercado, reverte a alta de 0,41% observada em janeiro e contribui para uma deflação acumulada de 0,32% no ano e de 2,67% nos últimos 12 meses. A principal força por trás dessa deflação foi a forte retração dos preços no atacado, refletida no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 1,18% devido à redução nos preços de commodities como minério de ferro, soja e café.
Além da pressão deflacionária vinda do atacado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também mostrou desaceleração, subindo 0,30% em fevereiro, em parte devido ao menor avanço das mensalidades escolares e desaceleração em grupos como Alimentação e Saúde. Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou alta de 0,34% no período, embora a inflação da mão de obra tenha perdido fôlego. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
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