O IGP-M é apurado mensalmente pela FGV, com coleta de preços realizada em diversas capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O índice é composto por três outros indicadores, cada um com um peso específico na sua formação. O maior peso, de 60%, é do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que reflete a inflação percebida pelos produtores. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) contribui com 30%, medindo a variação de preços para o consumidor final. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) responde pelos 10% restantes, acompanhando os custos do setor da construção civil.
Em janeiro de 2026, o IGP-M registrou uma alta de 0,41%, revertendo a queda de 0,01% observada em dezembro do ano anterior. No entanto, no acumulado de 12 meses, o indicador apresentou uma retração de 0,91%, marcando o terceiro mês consecutivo de queda nessa janela temporal. Em janeiro de 2025, o acumulado de 12 meses havia sido de 6,75%. A variação negativa acumulada do IGP-M nem sempre resulta em redução dos valores de aluguel, pois muitos contratos preveem reajuste apenas em caso de variação positiva do índice.