Perícia recomenda inclusão de todas as empresas do Grupo Fictor em recuperação judicial
A perícia judicial do Grupo Fictor recomendou a inclusão de todas as empresas do conglomerado na recuperação judicial, que soma dívidas de cerca de R$ 4 bilhões, e constatou a inatividade de algumas subsidiárias.
Pontos principais
- A perícia judicial solicitou a inclusão de todas as empresas do Grupo Fictor no processo de recuperação judicial.
- O laudo pericial foi protocolado após a Fictor Invest e Fictor Holding terem entrado com o pedido de recuperação com dívidas de R$ 4 bilhões.
- A Fictor Alimentos já havia solicitado sua inclusão no processo, citando dificuldades de acesso a crédito e problemas comerciais.
- A perícia confirmou que as empresas cumprem os requisitos legais para a recuperação judicial e constatou a inatividade de algumas subsidiárias.
- A Justiça de SP já havia suspendido temporariamente processos de execução contra Fictor Holding e Fictor Invest, mantendo bens bloqueados para perícia.
A perícia judicial nomeada para a recuperação do Grupo Fictor recomendou a inclusão de todas as empresas do conglomerado no processo, que soma dívidas de cerca de R$ 4 bilhões. O laudo, protocolado recentemente, sugere que todas as sociedades beneficiadas por captação via SCPs sejam reestruturadas e pede a extensão da proteção contra execuções para 28 subsidiárias. A Fictor Alimentos, listada na B3 (FICT3), já havia se antecipado e solicitado sua inclusão no processo, citando dificuldades de acesso a crédito e problemas comerciais após a divulgação da recuperação judicial da controladora Fictor Holding.
A perícia prévia da Laspro Consultores confirmou que as empresas cumprem os requisitos legais para a recuperação judicial, apesar de ter mantido a constatação de inatividade em algumas subsidiárias, como Fictor Agro Comércio de Grãos. A Justiça de São Paulo já havia determinado a suspensão temporária de processos de execução e bloqueios de bens contra a Fictor Holding e a Fictor Invest, enquanto bens e valores já bloqueados permanecem retidos aguardando a conclusão de uma perícia para apurar a real situação financeira das empresas e possíveis fraudes.
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