Credores do Grupo Fictor solicitam à Justiça de São Paulo a inclusão de todas as empresas do conglomerado no processo de recuperação judicial, alegando interconexão e fragilidade financeira das companhias que iniciaram o pedido.
Credores do Grupo Fictor protocolaram um pedido na Justiça de São Paulo para que todas as empresas do conglomerado sejam incluídas no processo de recuperação judicial. A solicitação surge após a Fictor Invest e a Fictor Holding, com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões, já terem iniciado o processo. A defesa de aproximadamente 50 credores argumenta que há uma profunda interconexão e dependência entre as diversas companhias do grupo, tornando inviável uma recuperação efetiva sem a participação de todas.
A ação dos credores destaca a fragilidade financeira das empresas que inicialmente pediram a recuperação, apontando que a Fictor Invest possuía apenas R$ 2.670 em caixa em 31 de dezembro e que extratos bancários de janeiro de 2026 mostram saldo zerado. Essa situação, descrita como uma estrutura financeira "oca", reforça a necessidade de uma abordagem mais abrangente para o processo. O juiz Adler Batista Oliveira Nobre já havia concedido antecipação dos efeitos da recuperação judicial para as duas empresas, suspendendo execuções por 30 dias, enquanto a Sefer Investimentos, listada como credora de R$ 430 milhões, solicitou sua retirada da relação, alegando não ser credora.