A liquidação extrajudicial do Will Bank deixou milhões de clientes, principalmente de baixa renda, com valores bloqueados e sem prazo claro para reembolso, gerando incertezas e dificuldades financeiras.
A liquidação extrajudicial do Will Bank, ligada ao Banco Master, mergulhou cerca de 12 milhões de clientes, majoritariamente de baixa e média renda, em um cenário de incerteza e dificuldades financeiras. Com o dinheiro bloqueado no Banco Central e sem um prazo definido para reembolso, muitos correntistas enfrentam dramas pessoais, como a impossibilidade de honrar compromissos básicos. A situação é ainda mais crítica para clientes de contas de pagamento, que não possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ao contrário de outras modalidades de investimento.
O FGC realizou antecipações para quem tinha até R$ 1 mil, mas deixou de fora aqueles com valores maiores ou que investiram por meio de corretoras. A devolução dos recursos depende da identificação e conferência dos saldos pelo liquidante, um processo que, embora sem prazo legal, é estimado em 40 a 60 dias em situações organizadas. Enquanto isso, advogados orientam os clientes a documentar todas as transações, acompanhar as comunicações oficiais e, se necessário, buscar amparo judicial para reaver seus valores.