O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, alertou a PF que problemas no Will Bank, antes de sua liquidação, poderiam agravar os prejuízos do BRB.
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, alertou a Polícia Federal sobre as potenciais consequências de problemas no Will Bank para o Banco de Brasília (BRB), antes mesmo da liquidação da instituição. Segundo Aquino, a forte exposição do BRB a ativos do Will Bank poderia agravar os prejuízos do banco público. A preocupação se intensificou após a liquidação do Will Bank em 21 de dezembro, que havia sido inicialmente poupado em novembro, quando o Banco Master foi liquidado e colocado em Regime de Administração Especial Temporário (Raet).
Aquino também mencionou à PF que a base de clientes do Will, majoritariamente das classes C e D e com operações concentradas em cartão de crédito, representava um risco de inadimplência, pois a interrupção do uso do cartão por esse perfil de cliente tende a elevar os calotes. O depoimento do diretor faz parte de uma investigação da PF sobre operações do BRB, Banco Master e instituições ligadas, que inclui a análise de ativos de maior risco e a possibilidade de perdas do BRB com a aquisição de ativos do Banco Master, que poderiam ultrapassar R$ 5 bilhões.