Daily Journal
Daily Journal

Ações argentinas ficam para trás em rali latino-americano apesar de avanços fiscais de Milei

As ações argentinas, representadas pelo índice Merval, caíram 8% este ano, contrastando com a alta de mais de 20% do MSCI América Latina, devido a resultados corporativos fracos e desafios econômicos.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
26/02 às 18:02

Pontos principais

  • O índice Merval da Argentina registrou queda de 8% este ano, enquanto o MSCI América Latina subiu mais de 20%.
  • O otimismo inicial com as políticas do presidente Javier Milei não se traduziu em crescimento sustentado de lucros corporativos.
  • Analistas apontam que as ações argentinas precisam de evidências claras de crescimento econômico e recuperação de lucros para justificar seus múltiplos de preço/lucro.
  • Resultados corporativos mistos e fracos no terceiro e quarto trimestres de 2025, incluindo prejuízos de bancos, impactaram o desempenho do mercado.
  • A economia argentina deve crescer apenas 2% em 2026, abaixo das estimativas anteriores, limitando o potencial de alta das ações.

As ações argentinas têm apresentado um desempenho inferior significativo em comparação com outros mercados da América Latina, com o índice Merval caindo 8% este ano, enquanto o MSCI América Latina registrou alta superior a 20%. Apesar do otimismo inicial em relação às políticas do presidente Javier Milei, como cortes fiscais e desaceleração da inflação, esses avanços não se traduziram em um crescimento sustentado dos lucros corporativos, o que tem frustrado os investidores. Analistas indicam que o mercado acionário argentino necessita de evidências claras de recuperação econômica e de lucros para justificar seus múltiplos de preço/lucro, que são considerados caros.

O desempenho fraco é atribuído a resultados corporativos mistos e, em muitos casos, negativos nos últimos trimestres de 2025, incluindo prejuízos em bancos e queda nos lucros de empresas de energia. Além disso, a projeção de crescimento econômico para a Argentina em 2026 foi revisada para apenas 2%, o que limita o potencial de valorização das ações. Fatores como o pequeno tamanho e a iliquidez do mercado acionário argentino, somados à sua exclusão de índices globais, também contribuem para o cenário desfavorável, e a remoção dos controles de capitais, crucial para uma possível reclassificação pela MSCI, ainda parece distante.

Comentários

Carregando comentários...