As ações argentinas, representadas pelo índice Merval, caíram 8% este ano, contrastando com a alta de mais de 20% do MSCI América Latina, devido a resultados corporativos fracos e desafios econômicos.
As ações argentinas têm apresentado um desempenho inferior significativo em comparação com outros mercados da América Latina, com o índice Merval caindo 8% este ano, enquanto o MSCI América Latina registrou alta superior a 20%. Apesar do otimismo inicial em relação às políticas do presidente Javier Milei, como cortes fiscais e desaceleração da inflação, esses avanços não se traduziram em um crescimento sustentado dos lucros corporativos, o que tem frustrado os investidores. Analistas indicam que o mercado acionário argentino necessita de evidências claras de recuperação econômica e de lucros para justificar seus múltiplos de preço/lucro, que são considerados caros.
O desempenho fraco é atribuído a resultados corporativos mistos e, em muitos casos, negativos nos últimos trimestres de 2025, incluindo prejuízos em bancos e queda nos lucros de empresas de energia. Além disso, a projeção de crescimento econômico para a Argentina em 2026 foi revisada para apenas 2%, o que limita o potencial de valorização das ações. Fatores como o pequeno tamanho e a iliquidez do mercado acionário argentino, somados à sua exclusão de índices globais, também contribuem para o cenário desfavorável, e a remoção dos controles de capitais, crucial para uma possível reclassificação pela MSCI, ainda parece distante.