O mercado brasileiro de ETFs de renda fixa experimenta um crescimento expressivo, impulsionado por mudanças tributárias e busca por eficiência, apesar de desafios como a alta taxa de juros.
O mercado de ETFs (Exchange Traded Funds) no Brasil tem demonstrado um crescimento notável, com o patrimônio líquido total da indústria quase dobrando entre 2024 e 2026, alcançando R$ 90,2 bilhões. Esse avanço é particularmente impulsionado pelos ETFs de renda fixa, que, apesar de representarem apenas 24,2% dos fundos de índice listados na Bolsa, têm ganhado destaque. A mudança na tributação de fundos exclusivos, conhecida como come-cotas, e a eficiência tributária inerente aos ETFs são os principais fatores por trás desse boom, atraindo investidores em busca de alternativas mais vantajosas.
Contudo, o setor ainda enfrenta barreiras significativas. O patamar elevado dos juros reais no Brasil torna títulos como NTN-Bs muito atrativos, competindo com os ETFs. Além disso, a penetração de ETFs no Brasil é inferior a 1% da indústria de fundos, contrastando com os 35% nos Estados Unidos, evidenciando a necessidade de maior educação financeira e melhoria na experiência do usuário. Apesar desses desafios, gestores preveem que os ETFs serão grandes vencedores no próximo ciclo de alta do mercado, com empresas como a XP Asset já expandindo suas ofertas para incluir produtos de criptoativos e renda fixa atrelados à inflação.