ETFs de renda fixa atingem R$ 51 bilhões no Brasil
Crescimento do setor é impulsionado por vantagens tributárias, transparência do modelo fee-based e maior facilidade operacional para investidores.
Pontos principais
- Patrimônio de ETFs de renda fixa cresceu quase seis vezes desde dezembro de 2024, alcançando R$ 51 bilhões.
- Adoção do modelo fee-based por assessores favoreceu a recomendação de ETFs pela transparência e ausência de come-cotas.
- Regras tributárias permitem alíquota de 15% para ETFs com prazo médio superior a 720 dias.
- Gestoras como Bradesco Asset, Investo e XP Asset lideram a expansão do mercado no país.
- Setor aguarda definições regulatórias para avançar com o lançamento de ETFs de crédito privado.
O mercado brasileiro de ETFs de renda fixa registrou uma expansão expressiva, atingindo a marca de R$ 51 bilhões em patrimônio. Esse movimento, que representa um crescimento de quase seis vezes desde dezembro de 2024, reflete uma mudança na preferência dos investidores, que agora priorizam a facilidade operacional e a eficiência tributária desses ativos. A transição para o modelo de remuneração fee-based tem sido um catalisador importante, incentivando assessores a recomendar ETFs devido à maior transparência e à ausência da cobrança de come-cotas. Embora o cenário seja positivo, gestores alertam que a redução das taxas de administração é necessária para aumentar a competitividade frente aos fundos tradicionais de alta renda. O mercado agora mantém o foco nas definições regulatórias que permitirão o lançamento de ETFs de crédito privado, um passo estratégico para diversificar ainda mais as opções disponíveis aos investidores.
Comentários
Carregando comentários...
