Defensoria de Goiás processa 10 veículos de mídia por 'linchamento virtual' em caso Itumbiara
A Defensoria Pública de Goiás moveu uma ação judicial contra dez veículos de imprensa, buscando a remoção de publicações e indenização por danos morais coletivos, alegando 'linchamento virtual' de uma mãe no caso Itumbiara.
Pontos principais
- A Defensoria Pública de Goiás entrou com ação contra dez veículos de mídia.
- A ação pede a remoção de publicações e comentários que expuseram Sara Araújo a um 'linchamento virtual' após o assassinato de seus filhos em Itumbiara.
- O Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher da Defensoria busca indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e retratação.
- A Defensoria alega inércia dos veículos diante do discurso de ódio e publicação de ataques diretos à mulher.
- O objetivo é frear a revitimização da mãe e responsabilizar quem manteve conteúdos sem moderação.
A Defensoria Pública de Goiás iniciou uma ação judicial contra dez veículos de imprensa, solicitando a retirada de publicações e comentários relacionados ao caso de Itumbiara. A instituição alega que o conteúdo veiculado resultou em um 'linchamento virtual' de Sara Araújo, mãe das vítimas, após o assassinato de seus filhos. O Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher da Defensoria busca uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além de retratação por parte dos veículos.
A Defensoria argumenta que os veículos foram omissos na moderação de discursos de ódio, e que alguns até publicaram ataques diretos à mulher, contribuindo para sua revitimização. A iniciativa visa responsabilizar as plataformas que mantiveram conteúdos sem a devida moderação, com os valores da indenização sendo revertidos para um fundo. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) optou por não se manifestar sobre o caso.
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